Reitor da UBI: “Temos vivido cada vez com mais austeridade”

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Universidade da Beira Interior

António Fidalgo voltou abordar os problemas financeiros da UBI, que derivam do subfinanciamento do Orçamento de Estado, e sublinhou que “a austeridade para a UBI aumentou, comparativamente aos anos em que a troika esteve no país”

O reitor da Universidade da Beira Interior, António Fidalgo, voltou abordar os problemas do subfinanciamento. O responsável pela academia beirã afirmou ao ‘fórum Covilhã’ que, o subfinanciamento, começou ainda antes do Governo liderado por Pedro Passos Coelho e da chegada da troika ao país.

António Fidalgo

“O subfinanciamento começa no momento em que o Governo aumenta as contribuições das universidades para a Segurança Social, passando de 0% para 23,75%. Neste momento significa que a Universidade tem vindo a piorar de ano para ano e, mesmo após a saída do processo da troika, temos vivido cada vez com mais austeridade. A austeridade para a Universidade é muito maior hoje, comparativamente aos anos em que a troika esteve no país. O esforço financeiro da Universidade do ano passado para este ano aumentou 400 mil euros”, afirmou.

O reitor da UBI disse ainda que “neste momento não estamos a pagar as reposições salariais, porque não temos dinheiro para o fazer e também não temos, sequer o enquadramento legal. Só podemos fazer as reposições salariais, depois da saída da portaria conjunta do ministério das Finanças e da tutela, que reporta ao descongelamento de carreiras, para fazer as reposições salariais. Nenhuma universidade o fez até este momento”, disse.

 

“O subfinanciamento começa no momento em que o Governo aumenta as contribuições das universidades para a Segurança Social, passando de 0% para 23,75%.

António Fidalgo, Reitor da UBI

 

** fórum Covilhã