Quando Thalita Passoni e Ana Barbosa, alunas de mestrado em jornalismo na UBI, imaginaram a sua vida, certamente não olharam para Portugal, muito menos para a Covilhã, como uma possibilidade severa. Desde o Brasil, foi a ligação familiar que as fez viajar para junto da Serra da Estrela, onde encontraram estabilidade e uma grande recetividade por parte dos Portugueses.

Novos costumes e novas tradições. No entanto, o jornalismo é uma área global e as diferenças do Brasil para Portugal são mínimas. Contudo, ambas sentiram dificuldades em voltar aos estudos, até porque os cursos estão moldados para quem não interrompe o ciclo académico, defendem.

A adaptação a Portugal não foi um problema, e mesmo o clima que se faz sentir à beira serra não trouxe dificuldades para quem está habituado ao calor e humidade de um país tropical. Porém, há um ponto que Thalita e Ana unanimemente apontam para uma estadia pacífica: estar em família.

É em busca de estabilidade que muitos brasileiros deixam o seu país e procuram uma nova vida em Portugal. A língua é idêntica, ao que se junta a inexistência de medo em sair à rua e um conforto que não se sente em terras brasileiras.

Quando a pergunta se cifra no futuro, ambas não esquecem o Brasil. Ana Barbosa tem mesmo viagem marcada para o regresso, não colocando de lado voltar para Portugal. As dificuldades políticas e económicas do Brasil são o maior entrave para um futuro promissor.

A UBI aparece aqui com uma panóplia de oportunidades académicas, seja para estudantes brasileiros ou para alunos das mais diversas zonas do globo. A internacionalização da Universidade tem sido uma das grandes apostas da reitoria ao longo dos últimos anos, encontrando-se cada vez mais estrangeiros pelos corredores da instituição.

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