Covilhã: a origem do seu nome

A toponímia estuda a origem e a evolução do nome próprio dos lugares. É parte integrante da componente linguística mas nem sempre reúne consenso. Apresentamos três versões conhecidas, e identificadas em livros de referência, que defendem a origem do topónimo Covilhã.

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Fotografia: Flávio Curto (Olhares)

Covilhã de Cova Julia, porque antes de Cristo, Júlio César, comandante supremo dos romanos, conquistou a Cova Plana, que ganhara este nome devido à sua localização entre serras e ao facto de, do topo dos montes que a enclausuram, se assemelhar a uma bonita planície sita num cerne montanhoso.

Já depois de Cristo, Silius, general romano, terá acampado na região para dominar o bravo povo lusitano, renomeando-a Silia Hermínia. É esta a versão histórica da romanização da Península Ibérica.

A lenda de Rodrigo e Florinda

Dizem os mais crentes que a verdadeira origem do nome se relaciona com a lenda do rei Rodrigo e da bela Florinda. Conta-se que em meados de 700, depois de Cristo, Julião, o conde Cristão que governava Ceuta, apostado em conseguir um bom casamento para a filha, a bela Florinda, enviou esta à corte do rei Rodrigo, governante visigodo da Hispânia. Este que, segundo a lenda, se encantou com a beleza da jovem, desflorando-a. Encolerizado, o conde Julião aliou-se ao Mouros e ajudou-os na conquista da Península Ibérica, derrotando Rodrigo, que assim se tornou o último rei dos Godos. Diz a lenda que a bela Florinda se refugiou nesta região e que, pela sua conduta imprópria, ganhou o epíteto de Cava, que significava mulher pérfida ou devassa. Daí terá surgido o nome Cava Juliana, futura Covilhã.

O verdadeiro Covil da Lã

Como não há duas sem três, os mais práticos defendem uma terceira versão. O topónimo Covilhã terá surgido pela forte ligação da região ao pastoreio e resguardo dos rebanhos, na clausura dos montes que a envolve. Do original Covil da Lã, o nome terá progredido com o tempo, suspendendo a evolução no que hoje lhe conhecemos.

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